
O Converse Chuck Taylor All Stars é considerado calçado mais bem sucedido da história do século passado. É a marca referência para as pessoas que procuram em um produto uma conexão e diferenciação em seu propósito. Inovação essa que Coco Chanel conseguiu obter no século passado com o caráter vanguardista de sua moda, inovando na liberação do estilo da mulher, de seu corpo.


Para o projeto deste stand de exposição da marca Converse All star, em que o tema do evento proposto seria Coco Chanel, tivemos o desafio de fazer uma conexão entre as duas marcas, buscando suas peculiaridades e paralelos, revertendo-as no projeto de um espaço efêmero contemporâneo e apropriado. O resultado obtido foi um stand que abrange a linguagem da moda Chanel e as formas remetidas do clássico tênis Chuck Taylor da Converse All Star. Seguindo um dos preceitos do Pós-Modernismo e da Art Pop, representado por objetos e imagens tirados do consumo popular que acabam por entrar em cena, no stand as formas do tênis All Star ganham novas funções. No piso de MDF com resina, o design da sola é transpassado para o piso, ganhando as tonalidades características da Chanel, o conjugado preto e branco. Ao fundo um painel branco de tecido jeans ganha uma costura colorida, remetendo à diversidade das tonalidades do tênis.
Por meio de todo o trabalho de pesquisa, o trabalho propõe um espaço de vitrine que remeta o receptor à idéia de um estúdio ou ateliê de criação, onde a vitrine seria um espaço de projeção da marca, no caso a arte grafitada realizada pelos Gêmeos. A idéia da vitrine não ser uma exposição óbvia e totalmente vendida, e sim, algo mais sutil e subliminar, deixando o expectador curioso a respeito do produto e levando-o a conhecer a loja em busca de entender os elementos dispostos na vitrine.
A abertura centrada faz com que o indivíduo que adentre a loja participe da experiência de estar em um estúdio ou ateliê de criação. A idéia dos projetores é de poder expor várias obras como produto e expor o autor para que se constitua um espaço efêmero onde se muda o que é projetado, muda-se também o ambiente em relação às cores e traços, etc.. Daí a preocupação com a interferência que esses aspectos no mobiliário ou nos objetos de apoio interferissem de forma efetiva no projeto. Por isso optou-se por pelo uso do acromatismo.
Régis Lima e Maylla Tabata
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Lounge Gêmeos: Armazém
de: Talita Fernandes.
Através de todos os estudos realizados sobre a marca e o tema da exposição, constatou-se um fator comum: com o tempo tanto o bairro fundinho quanto o grafite dos gêmeos sofreram modificações em relação ao seu valor original. O bairro que representa o surgimento da cidade ainda guarda um valor histórico muito grande, entretanto o local sofre com muitas descaracterizações. A mesma descaracterização pôde ser percebida no trabalho de os gêmeos, quando se compara o início de sua carreira com a situação atual.


Sendo assim o conceito escolhido para o lounge é embasado na transformação sofrida pelo bairro e pela maca, é uma tentativa de unir passado e presente, criando assim um elo para a concepção do projeto.

Sabe-se que no início do século XX existiam os armazéns ou mercearias, locais conde se vendia de tudo um pouco, esses espaços eram caracterizados pelo aglomerado de produtos de diversa espécies, numa variedade muito grande de objetos.
Esse local que representa o bairro fundinho da época em que a cidade começou a se expandir pode ser análogo com o caos das metrópoles, pois a situação encontrada naquele armazém é basicamente a mesma encontrada nas cidades: uma variedade gigantesca de informações, podendo assim afirmar que o mesmo tipo de caos, ou poluição visual que se tinha dentro de um armazém, existe nas metrópoles, onde te encontra de tudo um pouco, inclusive manifestações artísticas como o grafite. As imagens dos gêmeos independente do contexto de lugar, são extremamente coloridas e cheias de informação visual, ou seja, eles pintam um cenário composto geralmente por mais de uma imagem, e quando composto por apenas uma personagem ainda sim é bastante rico em detalhes.
Talita fernandes.
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Lounge Gêmeos: Museu, ou não!
de: Renata Machado, Jéssica e Carla

